segunda-feira, novembro 21, 2005

Bem, vamos continuar, pois, navegar é preciso!

Basicamente, li rapidamente o texto da DCI, e mais uma vez me sinto atrasado como profissional, como brasileiro e como pessoa. Junto a este texto achei um pdf interessante pela internet, no qual qualificava as ações de piratas da propriedade intelectual americana, este me assustou um pouco. O embargo proposto pelas entidades responsáveis, em um futuro próximo caso alguns países não assumam políticas anti-pirataria, é tudo o que pode nos deixar mais décadas nas sombras da "mega-corporações" e do subdesenvolvimento.

Entretanto deverei pincelar, algumas questões em que os dois textos se cruzam e o que seria importante. Traterei nesta postagem apenas uma questão, a inicial: Qual o caminho para o Cinema Digital?

Essa pergunta, para muitas pessoas, pode parecer simples, como ouvi muita gente por aqui em São Paulo e tambén Rio de Janeiro, comentando "com estas câmeras digitais é só pegar e fazer". O que tenho pra falar sobre estes comentários, é que a propaganda das grandes indústrias de equipamento deu certo. Digo isso, pois não vejo esta possibilidade como uma real situação de nosso mercado e de nossa cultura audiovisual. Como a maioria dos profissionais de fato sabem, nosso mercado esta dividido em 3 grandes esferas

1 - Produção
2 - Distribuição
3 - Exibição

Estas recentes tecnologias e barateamento destas, ajudou uma parte da captação, na verdade a captação e a pós-produção, mesmo que com uma captação de qualidade questionável. Este mesmo processo não aconteceu com a Distribuição e a Exibição, me refiro em escala. Não aconteceram vários canais de distribuição e as possibilidades de exibição em Salas de Cinema, espaços alternativos, ou ainda mídias e espaços alternativos, mesmo online.( ver alternativa Porta Curtas - http://www.portacurtas.com.br/index.asp)

Quando falamos de cinema digital, ainda referimos ao "cinemão" captado em Vídeo Digital e com projeção mecânica. (ver alternativas em Teleimage - http://www.teleimage.com.br/html/fs_sp_ideia.htm e Rain Networks - http://www.rain.com.br


Bem, vou ficando por aqui e sem revisar o texto mesmo, me desculpem, quem sbe um outro dia eu tenha paciência para corrigir.


Abs

Fabian Gamarra






segunda-feira, agosto 01, 2005

Mercado Refém


(ESTE POST FOI COPIADO DE UMA LISTA QUE PARTICIPO COM ALGUMAS ALTERAÇÔES)

Olá para todos,

Bem, vou entrar na conversa. Não acredito muito na democratização do cinema Digital também, e esperava ancioso sobre as decisões dos conselhos internacionais sobre a projeção e distribuição digital. (já baixei o pdf e não tive tempo para ler). Vejo que sempre estamos a margem de toda uma tecnologia que chega desfarçada para nós. Pode parecer teoria da conspiração, mas não acho que uma empresa do porte das que decidem o futuro do cinema e do audiovisual (além da ISO) não tenha planos de ataque para tais e tais mercados. Não acredito nestes filmes "revolucionários" como os Dogmas. A falta do conhecimento técnico parece sempre deixar a gente a um imenso salto e uma eterna economia emergente. Exemplificando, temos as novas HDVs da Sony e suas "supercâmeras HD", vejo um salto de patamar e mercados bem diferentes. Todos acham que podem fazer, enquanto a conjuntura do audiovisual brasileiro não suporta tais sonhos de realizadores. No ano passado durante a MOstra Internacional de São Paulo, vi em uma palestra sobre cinema digital, um diretor dizendo que tinha feito seu filme com 100 ou 200 mil reais, e que havia chegado a 1 milhão na finalização, sendo seu filme captado em Mini-DV, Não acho que isso seja uma democracia para se alcançar um filme a tela.


Para mim, o print vai continuar caro por um tempo, e a distribuição digital não chegará de repente e tomará conta de nossas salas. É assim que vejo. Essa situação de nosso cinema e audiovisual, que poderá ser a faca de dupla ponta que ataca o mercado brasileiro, pois podemos criar devido a toda a nova tecnologia, porém reféns de uma estrura maior que envolve desde tecnologia à questões políticas, econômicas e culturais do mercado internacional. Não vejo um bom horizonte, a não ser que decidamos atacar também, mas de maneira inteligente e eficaz através das novas tecnologias de acesso rápido com uma longa transformação cultural... mas esse é papo para outro Post.


Abraços

Fabian

sábado, julho 16, 2005

É só a projeção Digital?

Ando conversando com um pessoal em uma lista sobre Projeção Digital. Este assunto se apresenta um dos mais polêmicos sobre Cinema Digital. Fico ainda na dúvida de que postura o brasil deve tomar, mas de uma coisa eu sei, continuamos atrasados, como sempre.

Algumas questões são interessantes. Um grande problema, visto pela distribuição, é de como evitar a pirataria, como estabelecer um padrão de qualidade para a exibição sem que esta seja copiada, através de qualquer VT em uma das pontas do aparelho. Um outro ponto muito importante na PD, é a questão de padrão técnico de resolução e de compressão. Cada uma delas trabalha com um padrão diferente de projeção digital.

Nos últimos meses penso muito em uma "intertextualidade" com outros formatos digitais do audiovisual. Com a recente chegada de diversas mídias e suportes como, smartphones, PDAs, o PSP e inúmeros pequenos centros de mídia digital, além dos mais dicutidos como DVD, HD-DVD e Televisão Digital, não acredito que os passos não estejam sendo dados com cautela. A questão da distribuição dialoga com o "Multiformato" presente nas novas tecnologias preocupa, os produtores e distribuidores. Estes por sua vez apostam em alguns caminhos a serem seguidos. A tecnologia chegou muito barato para alguns (visto, poder de compra e mão de obra) e muito cara à outros. Obviamente, a competitividade entre os que criam os padrões aumentou, colocando aqueles que dependem destas tecnologias contra a parede, sem saber para onde correr, ou apostar na loteria do cinema digital.

Esta loteria segue algumas bolas marcadas do cinema norteamericano, seus padrões e como devemos trabalhar com estes. São estes e outros fatores que deixam o assunto de projeção digital sempre polêmico e sempre difícil de se chegar a um acordo. Em breve veremos os caminhos desta loteria e os grandes vencedores, eu também aposto em alguns, mas aí é um outro jogo.

Vou ler um texto sobre projeção Digital e volto a escrever.
(peço perdão pelo texto rápido e cortado)

Abraços a todos...

DVX 100 e o Cinema Nacional (parte I)

Olá, é mais uma madrugada fria em Poços de Caldas, onde passo uns dias, e escrevo esta primeira postagem para relatar um pouco das minhas experiências com esta câmera que acabou fazendo um "frisson" em 2003. Esta reação veio com a promessa de que a câmera estaria trabalhando a 24P, ou 24qps com sua imagem sendo captada de maneira progressiva e não de maneira entrelaçada como de costume nas câmeras de vídeo. Este fato não é tão simples assim, como parece ter chegado aos ouvido de todos.

Tive a oportunidade de começar a trabalhar com ela de fato no início de 2004 quando rodamos um teste para um curta, o qual iríamos transferir para 35mm. Lembro-me que o fotógrafo ficou estudando os recurosos novos, assim como "cinelike" que conseguia baixar os tons das cores par um parâmetro aceitável. Acredito que os menos profissionais e/ou estudantes já tiveram a chance de perceber o quanto o vermelho no NTSC é complicado na captação em Vídeo. A preocupação pairava no ar, pois ninguém da equipe gostava dos resultados tradicionais de vídeo quando passados para a película. Felizmente após os teste com o 24PA vimos do que a câmera era capaz. O resultado da câmera foi muito boa.


Acredito que a câmera DVX-100 seja uma excelente opção em termos de custos para a captação de documentários no Brasil e e em todo país em desenvolvimento, que queiram tranferir o material para 35mm e isso justifica o título desta postagem. Vejo como uma câmera que cria uma opção de custo-benefício, para aqueles que queiram um bom resultado de imagem e sem o flicagem comum do vídeo 29,97. Lembro-me de uma cena do filme Peões do Coutinho, no início do filme feita a partir de um carro, que me incomodou muito, justamente por este motivo. Não conseguia ver muita coisa e imagem ficava toda borrada. Não vou escrever ainda mais, para ver se alguém se manifesta.


Abraços

Fabian

sexta-feira, julho 15, 2005


Tic�o operando a DVX-100A
Posted by Picasa

Apresentando!

Olá para todos,

Este é mais um dos blogs que escrevo, e prefiro sempre separá-los por assuntos e interesses pessoais. No caso deste estarei publicando questões técnicas e experiências com a questão do conteúdo audiovisual. De uma maneira geral estarei começando com o cinema e o vídeo digital, em em seguida poderíamos estar conversando sobre as novidades em todas as novas mídias que suportam o audiovisual em geral. Espero que esta experiencia possa ajudar a todos a entenderem e decifrarem a imagem somada à tecnologia, que é como ela se encontra hoje.

Obrigado,

E espero a resposta de cada um!